Agir apesar do medo

 

Quando os ataques de pânico eram uma constante eu achava que se evitasse as zonas que me causavam medo, conseguia evitar o pânico… Mas o certo é que cada vez eu tinha mais ataques de pânico… Quanto mais evitava as zonas de medo, mais espaço ele tomava na minha realidade, até ao ponto de não sobrar nada… Eu já não era nada… Uma marioneta da culpa e do medo…

Quando fui internada e me disseram que o que eu tinha que fazer era o que eu tinha medo “chorei baba e ranho”, cheia de medo… Mas, “entre a espada e parede”, era uma questão de vida ou de morte… Então comecei a ver que quando fazia o que sentia medo, ganhava mais espaço, mais energia, mais liberdade… Afinal, o que eu pensava ser verdade era completamente ao contrário, assim como a maior parte das coisas que eu acreditava serem verdade…

Perguntar-me “do que é que tenho medo?”, “o que de mal pode acontecer?”; assumir os meus medos e falar sobre eles; estas foram sempre grandes ferramentas…

Elisabete Milheiro

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