Angélica no Jardim

Angélica no Jardim

Angelica archangelica. Umbelíferas

O nome científico da angélica honra o arcanjo Rafael, que terá revelado a um monge os benefícios desta planta na cura da peste.

Outros nomes comuns: arcanjo, erva-do-espírito-santo

Partes usadas: folhas, caules, sementes, raízes

 

Portal Dourado

 

No jardim

Nativa da Europa do Norte, a Angelica archangelica possui caules ocos com nervuras, folhas compostas e inflorescência que pode chegar a 1,8 m, apesar de só surgir após o terceiro ano.

A Angelica pachycarpa atinge 1 m de altura e tem folhas verde-escuras brilhantes, sendo cultivada sobretudo pelo valor ornamental.

A angélica-americana (A. atropurpurea) tem uso similar ao da A. archangelica. Cresce até cerca de 1,8 m de altura, tem caules permeados por tons púrpura e flores cuja cor vai do verde-pálido até ao branco.

A espécie mais vistosa é a A. Gigas, que atinge 1,8 m de altura e apresenta botões granada que dão origem a grandes flores, que vão da cor de vinho ao púrpura.

Onde cultivar: a angélica requer um local à sombra e solo bem drenado, mas húmido e ligeiramente ácido e enriquecido com composto. Deixe 1 m de distância entre cada planta.

Propagação: plante as sementes de angélica pouco depois de as ter recolhido. Misture as sementes com vermiculite húmida, mas não molhada, e coloque a mistura num saco de plástico fechado.

Guarde-as na prateleira mais fresca do frigorífico seis a oito semanas antes de as semear em tabuleiros. Cubra-as muito ao de leve e mantenha o solo húmido.

Transplante as plántulas quando alcançarem 10 cm de altura ou quando aparecerem a quinta e a sexta folhas.

Cuidados: as plantas morrem assim que a semente amadurece, embora se possa atrasar este processo removendo a haste nascente de floração. No primeiro ano de vida, as plantas entram em dormência, mas crescem rapidamente na primavera seguinte. Regue regularmente.

Pragas e doenças: esta planta está quase imune a qualquer praga ou doença. As flores são atraentes para muitos insectos benéficos, Incluindo as vespas parasitóides e as larvas de Chrysoperla rufílabris.

Colheita e conservação: colha as folhas e os pedúnculos no segundo ano. Desenterre as raízes no fim do segundo ano, lave-as e seque-as. Apanhe a semente quando está castanha e seca.

Fonte: O GRANDE LIVRO DAS PLANTAS editora Selecções