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A vida é cheia de imprevistos

 

A vida é cheia de imprevistos e muitas vezes nos queixamos desses imprevistos, zangamo-nos, revoltamo-nos, e dessa forma bloqueamos as bênçãos que daí poderiam surgir.

Eu mesma questionei tantas vezes: O que isto pode trazer de bom? Em que medida aquilo melhorou a minha vida? O que isso participou para a minha felicidade?

Todos, sem exceção, independentemente da idade podem olhar para trás e reconhecer algo que no momento lhes causou grande sofrimento, mas que mais tarde lhes mostrou ser uma bênção disfarçada. E o oposto igualmente – algo que parecia promissor tornou-se o pior investimento…

Conclusão: NADA É O QUE PARECE!

E se, nada é o que parece, e todos os dias nos acontecem situações novas, imprevistos, que não esperávamos, porquê julgar? Se é bom ou mau? Se é certo ou errado?

Quando, aos 25 anos, me internei no Centro de Recuperação de Doenças Graves Metamorfose Real, porque a minha vida se encontrava completamente desgovernada em todas as áreas, achei que isso era o fim. Não via saída, nenhuma luz, e achei que tudo pelo que tinha passado me havia levado ao meu fim…

Agora sei que tudo pelo que passei me trouxe ao inicio – o inicio de uma nova vida!

Ainda assim, sabendo disto, quantas vezes não me apanho a julgar as situações do dia-a-dia??

Existe muito mais do que possamos ver, tocar e imaginar. Existe uma ordem Universal que nos garante com tudo o que precisamos. O Universo é sempre justo. Sempre!

Fomos ensinados a lutar contra a vida, e não a dançar com ela. Por isso chegamos ao fim do dia exaustos, de tanto remar contra a maré. Queremos que tudo aconteça á nossa maneira, até os outros queremos moldar à nossa medida, para depois descobrirmos que tudo perdeu a piada, pois deixou de ter o seu fluxo natural…

A vida é cheia de imprevistos? Não. A vida é um fluxo constante, que nos empurra para a frente e para cima, mas nós teimamos na estabilidade, e fazemos como a cabra, numa passagem que um amigo me contou, que eu passo a descrever: a noite se avizinhava e os dois irmãos começaram a juntar as cabras para as trazer de volta para casa. Uma delas, teimosa, sentou-se e não queria caminhar. Então cada um pegou num corno e ainda sentada a arrastaram, enquanto ela resistia. Já quase perto de casa descobriram que a cabra já vinha com as tripas de fora.

Nós também somos assim…. Até quando? Será que precisamos sofrer mais?

CONFIAR NA VIDA – essa é a chave que abre todas as portas.

 

Elisabete Milheiro