O Aparelho Respiratório

 A Importância da Respiração para o Bem-estar

 

As partes do corpo envolvidas na respiração são o nariz; a traqueia; os pulmões, que contêm os brônquios e os alvéo­los, e o diafragma.

 

A atividade respiratória simplificada

  1. O diafragma situa-se por baixo dos pulmões, o que cria uma diferença de pressão entre o ar contido nos pulmões e o ar do ambiente exterior.
  2. Devido a esta pressão diferencial, o ar precipita-se pa­ra o nariz onde é filtrado e aquecido (Será dito mais sobre este processo neste capítulo.)
  3. O ar aquecido passa então pela traqueia e entra nos brônquios.
  4. Os brônquios são ramificações existentes nos pulmões, como as raízes de uma árvore, e distribuem o ar aquecido pelas suas extremidades, chamadas alvéolos.
  5. Nos alvéolos, o novo ar, mais rico em oxigénio, refres­ca o sangue através de uma membrana porosa. Através dela o oxigénio penetra no sangue, e o dióxido de carbono, bem como outras impurezas, são extraídos. Estas impurezas são depois lançadas através dos alvéolos e, depois dos brôn­quios, para a traqueia e, finalmente, passam do nariz para a atmosfera.

Cada vez que inspiramos e expiramos, ocorre o processo constituído por estes cinco passos. Calcula-se que, durante vinte e quatro horas, cerca de quinze mil litros do seu sangue sejam oxigenados por aquele processo enquanto atravessam os 1300 m2 da superfície dos alvéolos.

 

 

Juntamente com este processo gostaria de abordar os três tipos básicos de respiração e a maneira como eles afetam a sua saúde. Os três tipos de respiração são a respira­ção superficial, a respiração média e a respiração profunda ou «Respiração Total».

 

Respira­ção superficial

Neste tipo de respiração a parte superior do peito aumen­ta cada vez que se inspira. A parte superior dos pulmões é a única que é exercitada e ventilada. Consequentemente, a par­te inferior dos pulmões não liberta o ar estagnado e contami­nado. Este tipo de respiração ocorre sobretudo em pessoas idosas, fumadores inveterados, pessoas próximas da morte e naqueles que sofrem de doenças pulmonares graves, como enfisemas.

 

Respiração média

Os dois terços superiores dos pulmões acuam neste tipo de respiração. O outro terço permanece estático e não é ven­tilado. Este tipo de respiração ocorre em pessoas normais e saudáveis, como trabalhadores manuais e aqueles que prati­cam muito exercício físico.

 

Respiração profunda ou respiração total

O ventre da pessoa que respira desta maneira sobressai, como o ventre de um bebedor de cerveja. Neste tipo de res­piração todo o pulmão é exercitado e limpo. Portanto, este tipo de respiração é o mais saudável. Geralmente só é prati­cado por aqueles que se treinaram na sua técnica. Neste ca­pítulo serão dadas instruções pormenorizadas sobre este tipo de respiração.

 

 

Até aqui, o que foi apresentado do aparelho respiratório humano e do seu funcionamento pode chamar-se a teoria po­pular ou exotérica da respiração. Por outras palavras, os fac­tos que foram apresentados seriam prontamente admitidos pela ciência moderna e pelos seus sacerdotes, os cientistas.

Contudo, o que será afirmado na secção seguinte lidará com a teoria oculta da respiração. Os seus princípios e con­clusões seriam rejeitados pelos cientistas atuais devido ao que chamariam a falta de documentação credível. (Documen­tação reunida por alguém recrutado como representante do sacerdócio científico e detentor do poder de adicionar ao seu nome letras maiúsculas como Dr., Professor, etc.)

Infelizmente esta «documentação credível» nunca será re­colhida por qualquer cientista que queira manter a sua credi­bilidade e, ainda mais importante, o seu emprego, naquela «cultura fechada» a que chamamos investigação científica: nunca teria coragem suficiente para suportar o ridículo em que cairia aos olhos dos seus pares se investigasse o que vai ser apresentado em seguida.

Gostaria ainda de ter em conta o que Arthur O Clarke, a reconhecida força motriz da inven­ção do satélite de comunicações e autor de 2001: Odisseia no Espaço, e de muitos outros livros, disse acerca deste tema sensível quando formulou o que se tornou conhecido como «As Três Leis de Clarke» (por favor, preste particular atenção à primeira lei):

Primeira Lei de Clarke: «Quando um cientista distinto, mas idoso, diz que algo é possível, quase de certeza tem ra­zão. Quando diz que é impossível, provavelmente está en­ganado.»

Segunda Lei de Clarke: «A única maneira de encontrar os limites do possível é ultrapassá-los em direção ao impos­sível.»

Terceira Lei de Clarke: «Qualquer tecnologia suficiente­mente avançada não se distingue da magia.»

Leia, por favor, a Terceira Lei de Clarke quando ler a par­te seguinte deste capítulo. Lembre-se também das palavras do grande poeta William Shakespeare: «Existem mais coisas no Céu e na Terra, Horácio, do que as que são sonhadas na tua filosofia.»

 

Série de Excertos  do Livro A RELAÇÃO ESPAÇO/TEMPO de Leo F. Luszia