Elisabete Milheiro

Sobre mim

A minha história

Nascida a 19 de Setembro de 1982 em Portimão, cresci numa pequena vila do barlavento Algarvio.  A infância e a adolescência não foram “pêra doce”, como se diz na minha terra… marcadas por grande revolta contra tudo, todos e contra mim mesma.

Numa fuga ao sofrimento e na procura de mostrar a todos as minhas capacidades, decido explorar novos horizontes, tentando uma licenciatura. Desde muito cedo eram as artes que me apaziguavam toda a mágoa – as pinturas, esculturas e desenhos aliviavam algum do peso emocional. Sonhava seguir as Artes, sentia que era a minha vocação. Mas a média não era suficiente… Faço um pacto com a minha mãe, que a todo custo queria que me licenciasse em Sociologia, numa prestigiada Universidade.

Aos 17 anos saí da pequena vila de Carvoeiro rumo á grande cidade de Lisboa para me formar numa área que pouco conhecia.

Na realidade de pouco me serviu a licenciatura ou mesmo a pós-graduação que tirei a seguir ao curso. Um canudo que certificava a minha presença nas melhores Universidades do País não me dera a segurança, auto-estima, muito menos as ferramentas que eu precisava para lidar com as minhas emoções perante o as situações do dia-a-dia.

Sempre me haviam dito que para ser alguém eu tinha que ter um curso, marido, casa, filhos, um bom emprego, e um mês de férias por ano. Trabalharia arduamente até á idade de me reformar – para então nessa altura “aproveitar a vida”.

Havia algo que não batia certo com essa ideia, mas já havia procurado outros caminhos, sem sucesso.

Em 2004, já no último ano da faculdade, começo a sentir os primeiros ataques de pânico e ansiedade. Devido aos sintomas de que me queixava, a medicina diagnosticava problemas na bexiga, infeções urinárias, sendo medicada para tal, mas, obviamente, sem qualquer sucesso.

Um ano depois de todo esse sofrimento começo a automedicar-me com Benzodiazepinas. Os ataques de pânico continuavam e aumentavam em número. O medo tomava conta da minha realidade.

Sem saber o que se passava comigo, desconfiava da minha sanidade mental… Mas não queria passar a vida a tomar drogas, então tento parar de tomar as benzodiazepinas, mas já não consigo…

Procuro ajuda em profissionais na área da Medicina, Psicologia, Psiquiatria… eu só queria deixar de tomar drogas…

Mas, diagnosticada com Bipolar e Depressão, começo a ser medicada com Antidepressivos e mais Benzodiazepinas.

Após poucos meses começo a sentir os efeitos colaterais das drogas prescritas; um estado vegetativo – adormecia até a conduzir, não me conseguia concentrar em nada, nem estudar, o pânico continuava, entre outros sintomas mais desagradáveis ainda.  Contra a vontade do médico que me acompanhava na altura – que achava que eu teria de ser drogada a vida toda – tomei coragem e decido parar com as drogas legais. A muito custo – após grandes momentos de ansiedade e obsessão pela falta da droga, consigo finalmente larga-las.

Aparentemente as coisas melhoraram, mas ao fim de poucos meses encontrava-me á beira do precipício emocional novamente. Procuro ajuda novamente na medicina que me volta a prescrever Antidepressivos e Benzodiazepinas. Sabendo o quanto me havia custado sair das drogas legais, guardei a receita na mala. Mas após estar uma semana inteira sem conseguir dormir, rendi-me e voltei a tomar as benzodiazepinas…

Nessa altura procurava emprego na minha área, e chegou na minha caixa do correio uma informação de que a Metamorfose Real recrutava colaboradores. Na entrevista o Naturopata e Coordenador do Centro Internacional de Recuperação de Doenças Graves – António Fernandes – vê claramente o meu sofrimento e sugere-me uma consulta.

A 8 de Abril de 2008, com 25 anos, entro em regime de internamento na Metamorfose Real para dar inicio a uma nova vida, uma nova Elisabete.

um novo mundo

Todo este percurso foi o que precisei para chegar até este momento onde me encontro. Poderia ter sido diferente? Poderia ter sido outro caminho? Sim, podia, mas não seria a mesma coisa…

Só ai pude constatar que tudo o que tinha aprendido – acerca do mundo, dos outros, do Universo, de mim mesma – me havia levado ao fundo do poço.

Entrei num mundo novo, conheci pessoas que como eu tinham chegado ao fim da linha. Cada um com o seu problema, mas a essência era a mesma – as crenças e paradigma por onde se regiam, a bitola com que mediam a realidade os levou ao desespero e rutura emocional.

Drogas, álcool, jogo, comida, relacionamentos, sexo, internet, eram apenas as muletas para conseguir sobreviver num mundo como esse – um mundo de aparência, mascaras, medo, culpa, ansiedade. Um mundo onde todos somos separados, onde existe um deus vingativo e rancoroso que te espreita a todo o momento sempre pronto a castigar…

E se essas pessoas tinham conseguido sair do vazio emocional, então eu também era capaz, fazendo como elas fizeram. Usando os truques e ferramentas que elas mesmas usaram e tiveram sucesso.

Descobri que esse mundo não existe, é uma ilusão, ainda que essa ilusão pareça bem real – e eu vivi 25 anos da minha vida nessa ilusão – nesse mundo perigoso, vitima de tudo e de todos.

Descobri que eu crio a minha própria realidade através do que acredito – as minhas crenças moldam as minhas experiências, as pessoas com que me cruzo, as situações que surgem, a minha situação financeira, os meus relacionamentos, tudo.

Descobri que eu sou a única pessoa responsável pela minha vida e que apenas eu posso alterá-la.

Descobri que é muito simples, apesar de não ser fácil. Basta seguir alguns passos e aplicar algumas ferramentas para que mudemos e assim a nossa vida mude também.

Descobri, ainda que, o mais importante e acima de tudo é Amar-me, Aceitar-me e Aprovar-me tal como sou.

Saúde Integral

Sou Terapeuta em Saúde Integral, ajudo pessoas que como eu chegaram ao fundo do poço e não vêm uma saída, faço parte da equipa da Fundação António Shiva – uma equipa de pessoas maravilhosas focadas no seu crescimento pessoal e melhorando o mundo através dos seus projetos nas mais variadas áreas.

Elisabete Milheiro

OS MEUS ARTIGOS

Vivemos vidas de faz de conta, somos uma coisa e aparentamos outra. Chega uma altura, até, que já nem sabemos mais quem somos… Quando eu era criança, cada vez que via uma família feliz, desejava que a minha fosse assim também, mas o que eu não sabia é que em muitos casos (mais do que se gostaria) isso era uma máscara… Na rua comportavam-se como pessoas exemplares, mas em casa era o fim do mundo… Conheci pessoas assim… E por mais que repudiasse essa atitude, tornei-me num deles, colocando máscaras para cada situação.

Fui uma criança muito enérgica, divertida, rebelde até, e inquieta; queria saber sempre mais, ser mais e fazer mais… O que aconteceu a essa criança? Porque é que desisti de crescer? Para onde foi toda essa energia, curiosidade, alegria, bem-estar? Como é que me tornei numa “pseudoadulta” em que o pânico governava o meu dia-a-dia?

Passei grande parte da minha vida resistindo a tudo o que a vida me dava… Eu achava que sabia o que era melhor para mim… Assim, vivia no sofrimento, pois, as coisas nunca aconteciam como eu achava que deviam acontecer… Eu estava mal… mal comigo, mal com os outros, mal com o mundo, mal com Deus, e achava que eu é que sabia o que era melhor… Bem, então, eu tinha razão, e os outros todos não…

Fomos ensinados a manipular e controlar tudo e todos para que as coisas corressem da forma que nós queríamos. No fundo, se quiséssemos alguma coisa, tínhamos que lutar muito! Tínhamos que trabalhar muito para ter algum dinheiro; tínhamos que estudar muito para sermos alguém; tudo exigia um esforço enorme e muitas vezes sobrenatural… O que acontecia era que a pessoa se autodestruía muito antes de conseguir “construir” alguma coisa…

OS meus workshops

Os meus livros

Uma Aventura no Planeta Azul

O Mistério da Lua Quartzo

Saiba mais sobre O PORTAL DOURADO

O PORTAL DOURADO mais do que uma aventura, é uma série de livros didáticos. De uma forma simples e divertida, no meio de uma aventura entusiasmante, se introduzem os novos conceitos da moderna física quântica – ferramentas práticas que nos ajudam na criação consciente da nossa realidade. Pequenas alterações na forma como nos comportamos no nosso dia-a-dia que provocam, de uma forma poderosíssima, mudanças na nossa realidade.