A Doença Cardíaca e o Magnésio

O que dizem as pesquisas

A doença cardíaca é o assassino número um de homens e mulheres nos Estados Unidos, responsável por metade das mortes no país (52,3 por cento de todas as mortes entre as mulheres em comparação com 47,7 por cento em homens). De acordo com a American Heart Association, a cada 33 segundos alguém nos EUA morre por doença cardiovascular:  está se aproximando de um milhão de mortes por ano.

A hipertensão ocorre em cinquenta milhões de americanos e é responsável por cerca de 29,3 milhões de visitas por ano, ao consultório de médicos alopatas. Medicamentos anti-hipertensivos são entregues na maioria destas consultas, no entanto, o magnésio tem sido utilizado com sucesso há quase meio século por médicos, osteopatas, e naturopatas .

Algumas das primeiras evidências para a utilização do magnésio contra as doenças do coração, vieram de estudos epidemiológicos no País de Gales, Taiwan, Suécia, Finlândia e Japão, mostrando que as taxas de mortalidade por doenças coronárias são mais elevados em comunidades que consomem água e dietas com deficiência de magnésio.

Cálcio e Magnésio

Áreas geográficas onde o nível de cálcio na água era muito maior do que o de magnésio, ou quando a ingestão dietética de cálcio é superior ao magnésio, mostraram maior indicio de doenças no coração.

Um estudo realizado nos EUA feito durante um período de sete anos, seguindo quatorze mil homens e mulheres, concluiu que o baixo nível de magnésio na dieta diária pode contribuir para a aterosclerose coronária e ataque cardíaco agudo.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças em Atlanta seguiu doze mil pessoas por 19 anos, ao final dos quais 4.282 pessoas tinham morrido, 1.005 de doença cardíaca. O risco de morrer de doença cardíaca foi maior naqueles que apresentavam deficiência em magnésio.

Os pesquisadores fizeram uma estimativa conservadora, de que 11 por cento de meio milhão de pessoas que morreram de doenças cardíacas em 1993, pode ter sido diretamente relacionada à deficiência de magnésio. Se tivessem sido utilizadas medições mais precisas para determinar a deficiência de magnésio, tais como teste de iões de magnésio ( magnésio – ionizado ) descobririam que os números eram ainda mais elevados e a necessidade de magnésio ainda maior.

O Magnésio e o Coração

A evidência vem-se acumulando ao longo das décadas, em que se vem observando que o magnésio tem um papel crucial tanto na prevenção de aterosclerose, como arteriosclerose. O Magnésio mantém a elasticidade da parede arterial, e é necessário para manter os músculos saudáveis, incluindo o próprio músculo cardíaco. Por todas estas razões, o magnésio é crítico para manter um coração saudável.

O Magnésio dilata os vasos sanguíneos, neutraliza a ação do cálcio, prevenindo o vaso espasmo, ajuda a dissolver os coágulos, reduz dramaticamente o tamanho do dano cardíaco e previne a arritmia, age como um antioxidante contra a ação dos radicais livres no local afetado pelo enfarte.

Níveis adequados de magnésio são essenciais para o músculo cardíaco. Aqueles que morrem de ataques cardíacos tem muito baixo o nível de magnésio e elevados níveis de cálcio nos seus músculos cardíacos. O magnésio mantém o cálcio dissolvido no sangue. Sem o equilíbrio adequado entre magnésio e cálcio, em uma razão de um para um, o cálcio acaba se depositando nas artérias coronárias, resultando em artérias obstruídas. As artérias tornam-se duras e rígidas, o que restringe o fluxo de sangue e provocando a pressão arterial elevada. Além disso, essa falta de elasticidade dos vasos sanguíneos pode facilmente causar ruptura e acidentes vasculares cerebrais.

O estudo do metabolismo do magnésio constitui atualmente um campo em plena expansão, após um grande período de ignorância dos deficits de magnésio e das suas repercussões sobre a saúde.

Pesquisas científicas tem demonstrado que mesmo variações mínimas da concentração do magnésio nas células podem afetar o metabolismo, o crescimento e a proliferação celular.

Magnésio e Energia

A ação do magnésio sobre a energia do coração é tão importante que ele tem sido prescrito como preventivo ideal dos ataques cardíacos. O coração, por exemplo, não consegue bombear sangue pelo corpo sem energia adequada. Nas células das fibras musculares do coração há uma quantidade de ATP que quando enzimaticamente convertida libera energia para permitir a atividade cardíaca.

Um dos químicos metabólicos principais no nosso corpo é o óxido nítrico (NO). É um composto simples feito de nitrogênio e oxigênio, mas isso envolve uma poderosa atividade. O óxido nítrico controla a vasodilatação, mas essa atividade é feita sob a direcção do magnésio.

A capacidade do magnésio para neutralizar os efeitos nocivos do coração pelas catecolaminas (produtos induzidos pelo stress, adrenalina e cortisol ) é o milagre que pode evitar os efeitos colaterais de um ataque cardíaco agudo, bem como a arritmia.

Magnésio e Função Cardíaca

Os cardiologistas começaram a se interessar pelo magnésio ao descobrirem a sua importância na função cardíaca. Com efeito, os dados epidemológicos demonstraram que uma hipomagnesemia (associada frequentemente a uma hipopotassemia) é acompanhada de um certo número de problemas cardiovasculares, notadamente de ritmo cardíaco.

Foi também constatado que após um dano provocado por antiarritímicos (medicamentos que regulam o ritmo cardíaco), somente a administração concomitante de magnésio pode debelar certas arritmias cardíacas.

Por outro lado, a predisposição a arritmias induzidas por certos medicamentos (digitálicos, por exemplo) levaria a uma depleção do magnésio.

Outra razão pela qual os cardiologistas passaram a se interessar pelo magnésio foi a descoberta da relação entre o déficit de magnesio e o prolapso da válvula mitral. Este distúrbio evolui sem apresentar problemas em 95% dos casos e numerosos espasmofílicos com boa saúde são atingidos.

Segundo  Carolyn Dean “Alguns pesquisadores dizem que nós poderíamos reduzir a nossa taxa de doenças do coração pela metade, se tomarmos mais magnésio. O magnésio equilibra o excesso de cálcio que está associado com o coração entrar em espasmo muscular, o que equivale a um ataque cardíaco. “

Carência de Magnésio

A deficiência de magnésio contribui para ritmos anormais do coração, possivelmente porque o magnésio é responsável pela
manutenção de concentrações normais de potássio e de sódio nas células do músculo cardíaco. Um balanço entre potássio, sódio, cálcio, e magnésio, permite a contracção normal do músculo do coração e mantém os batimentos regulares.

O magnésio é também um tratamento indicado para arritmias ventriculares, insuficiência cardíaca congestiva, onde o coração está fraco e é incapaz de ser esvaziado após cada batimento, e antes e após a cirurgia cardíaca, incluindo a revascularização do miocárdio. Todos estes estudos indicam que a frequência de arritmia ventricular é reduzida pela administração de magnésio intravenoso, e apoiam a administração de uma alta dose de magnésio intravenoso no início do enfarto do miocárdio.

Se as circunstâncias da vida moderna passaram a exigir uma quantidade maior de magnésio, os aportes via alimentação parecem não atendê-la. Pelo contrário, eles parecem mesmo diminuir. Com efeito, os alimentos estão cada vez mais pobres em magnésio, devido a utilização seguida de adubos químicos e ao refinamento.

Torna-se então imperativo recorrer a suplementos, por forma a corrigir os níveis de Magnésio no nosso organismo, devolvendo a saúde e bem-estar a todo o corpo.

Composto por:

Elisabete Milheiro

Fonte: https://solucaoperfeita.com/magnesio/a-doenca-cardiaca-e-o-magnesio/